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Justiça condena ex-tesoureiro de Barra Mansa por desvio milionário

29 de set.
1 min de leitura
Ex-servidor de Barra Mansa pega quase 9 anos de prisão por desvio de verba pública
Ex-servidor de Barra Mansa pega quase 9 anos de prisão por desvio de verba pública

Um ex-tesoureiro da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Barra Mansa foi condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, em regime inicial fechado, por peculato-desvio e inserção de dados falsos em sistema de informações.

Segundo a decisão da 1ª Vara Criminal de Barra Mansa, o ex-servidor também perdeu definitivamente o cargo público. A Justiça manteve a prisão preventiva e estabeleceu o valor mínimo de R$ 13 milhões para reparação aos cofres públicos. Ele está preso desde dezembro de 2025 e teve negado o direito de recorrer em liberdade.

De acordo com o processo, os desvios ocorreram entre 2020 e 2025. Concursado desde 2013 e tesoureiro da secretaria desde 2017, o homem tinha acesso às senhas bancárias da pasta e teria realizado transferências via Pix de contas de programas assistenciais para contas próprias, do pai e de terceiros.

Para ocultar as irregularidades, ele teria adulterado extratos bancários impressos e apagado as transações antes de lançá-los no sistema contábil do município.

Em depoimento, o ex-servidor confessou os desvios e afirmou que utilizou o dinheiro público em apostas online, na tentativa de recuperar os valores. A Justiça rejeitou o pedido da defesa para redução da pena por ludopatia, citando laudo pericial que apontou que ele tinha plena consciência dos atos.

As irregularidades foram descobertas no fim de 2025 pelo setor de contabilidade da prefeitura. O caso foi comunicado à Polícia Civil e ao Ministério Público. O ex-tesoureiro foi localizado e preso na casa de uma tia.


 
 
 

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